E a Comissão Nacional de Atletas, com eleição organizada pela CBDA, via site especial, alguns dispositivos de segurança, controle e até um comitê para acompanhar a apuração… Cadê o resultado da eleição que terminou dia 4 de abril?

O resultado continua sendo aguardado. O tal comitê de apuração, pelo visto, não teve acesso aos dados.

O pior é saber que toda esta estrutura não teve qualquer característica de eleição (sem campanha chamativa dos próprios atletas, atletas simplesmente sendo escolhidos porque foram mais votados, sem qualquer voz ou divulgação da finalidade de quem estava sendo votado) e que no final, diante da poderosa Confederação – das Federações Filiadas que gostam do coronelismo- valem apenas 16% de um voto de uma Federação Aquática Estadual.

E apenas isso.

O auê em torno da campanha “Somos a Natação Brasileira” veio tarde. Muito tarde. E por enquanto o seu efeito prático é tímido perante à comoção sentimental.

Em setembro de 2016, quando a oposição estava diante de uma Assembléia que queria matar o direito do atleta e clubes, não houve manifestações de igual magnitude.

Quando a ação de 3 atletas, Rodrigo Munhoz, Camila Pedrosa e Joanna Maranhão, suspendeu a eleição da CBDA em março de 2017 porque a Comissão nomeada unicamente por Coaracy Nunes não seguia o disposto da Lei Pelé – um código acima de qualquer estatuto esportivo, a repercussão foi maior, mas infelizmente do lado da imprensa, não dos atletas.

Então o que querem os atletas?

Sim, nós queremos que eles treinem e representem seus clubes, suas seleções, seu país. E eles fazem isso, apesar das condições adversas que encontram pelo caminho.

Mas em termos de confederação, federação, política esportiva, gestão esportiva e tomar partido, não se sabe o que os atletas querem. Os próprios acabam entrando em conflito sobre o objetivo final, ou até mesmo coisa mais simples, um objetivo comum.

Eles querem o melhor para a natação, isso sempre ficou claro.

Mas a natação passa pela CBDA.

E este é o momento de corrigir o comando e direção da instituição onde os atletas nascem, crescem, vivem e morrem dentro dela.

É o momento de competir fora d’água.

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