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A opinião de um atleta de polo aquático de 15 anos

Texto originalmente publicado no site Surto Olímpico em 21 de fevereiro de 2017, por um atleta de polo aquático de São Paulo, de apenas 15 anos, que mesmo jovem é capaz de ver claramente o quanto foi prejudicado:

Opinião: A separação ocasionada pela incompetência

Por Enrico Olaia
 
Atualmente o Polo Aquático do Brasil está passando pelo maior problema de sua história. Estamos em um momento onde a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos (CBDA) que está brigada com praticamente todos os clubes do Brasil e que por sua vez criaram uma liga independente. Clubes tradicionais como Esporte Clube Pinheiros, Clube Paineiras do Morumbi e Clube Atlético Paulistano vem sofrendo com a falta de apoio monetário. Uma das maiores provas disso é que até mesmo outros campos onde a CBDA é a Confederação máxima do esporte como por exemplo a natação, também sofrem com a dita “falta de dinheiro”, atletas que não fazem parte das seleções de base do polo aquático deixaram de receber o bolsa atleta e militantes de alguns clubes foram mandados embora.
Hoje em dia somente 2 clubes ainda são “filiados” a CBDA, são eles: ABDA e Botafogo. O primeiro se localiza na cidade de Bauru (interior de São Paulo) e mesmo sendo um clube recente em comparação aos outros, atualmente dentro do Campeonato Paulista já domina boa parte das categorias de base no masculino e feminino.
O Botafogo é um clube mais tradicional do Rio de Janeiro, o time adulto a alguns anos foi campeão brasileiro e durante o ciclo olímpico abrigou diversos jogadores que fizeram parte da seleção brasileira na RIO 2016.  A geração nascida em 2000 para cima (2001, 2002 em diante…), foi altamente prejudicada por conta desse racha, o último campeonato dessa categoria foi o Sulamericano sub16, onde os jogadores chamados eram somente dos clubes que ainda estão junto com a Confederação.
Foram campeões, mas o nível da América do Sul não pode ser usado como parâmetro pois o Brasil é disparado o país mais evoluído do esporte. O problema maior foi que jogadores dessa categoria que jogam até na equipe adulta de seus clubes nem sequer foram lembrados. A briga é muito complicado e já está rolando a muito tempo. Aparentemente não teremos uma solução boa para os dois lados em um tempo curto. 
 
Enquanto não resolvermos o problema, vários atletas se perderam durante um tempo “obscuro” para pos atletas. Mesmo com uma liga própria dos clubes, a experiência de viajar e jogar contra outras seleções é fundamental para o desenvolvimento não só do atleta mas sim para o restante da vida.  
 
Texto feito por um atleta que convive no meio desse racha político. 
Enrico Olaia, 15 anos

*As opiniões emitidas neste artigo não exprimem, necessariamente, o ponto de vista do site Surto Olímpico, sendo de responsabilidade de seu autor.

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