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FAN perde história: fatos sobre a Federação no RN

Deu no blog “Natação Potiguar”, mantido por Franklin Rodrigues, atleta, técnico e árbitro do Rio Grande do Norte:

FAN tira site do domínio público

A Federação Aquática Norte-riograndense havia advertido e consolidou a retirada de seu site do domínio público, ou seja, não há mais acesso ao internauta, especialmente os ligados à natação potiguar. A advertência foi publicada na página do Facebook da federação e segundo a mesma, outro site foi aberto para informes da Federação.

Os links aqui disponíveis de balizamentos, resultados, pontuações e rankings estavam endereçados aos links anteriormente do banco de dados do http://www.fanrn.com.br. Outros links estão endereçados aos links do site da CBDA Web. Ao clicar num link aqui no blog, se não abrir o arquivo, pedimos compreensão tendo em vista o bloqueio do site da FAN e a vasta quantidade de informações que precisaria ser atualizada e que estava à mercê dos links anteriormente da FAN.

Os resultados de rankings e temporadas anteriores também foram comprometidos pela retirada do http://www.fanrn.com.br . Dessa forma, o internauta e os demais amantes da natação potiguar não mais terão acesso aos resultados ou ao histórico de suas participações em competições potiguares. Nem todas as informações do http://www.fanrn.com.br estavam no site da CBDA Web. Mas a partir de agora, o nadador-internauta acessa o seguinte endereço para suas consultas: 

http://www.cbdaweb.org.br/rn/

Perder história, resultados locais principalmente, não é bom para ninguém.

Aliás, é preciso atualizar a página do Facebook da própria FAN, que ainda faz menção ao site inativo:

A postagem de Franklin continua abordando a última eleição da FAN e a gestão da presidente Rosileide Brito, eleita pelo 5o. mandato seguido:

Presidência da FAN é reeleita

Também segundo informações publicadas na página da FAN no Facebook, no dia 20 de dezembro ainda de 2016, havia sido feita eleição para presidência da FAN. É o 5º mandato seguido assumido por Rosileide Brito, a Galega. Embora alguns percalços tenham marcado a administração de Galega, são plausíveis algumas atitudes tomadas para fomentar a participação dos nadadores em competições oficiais da Federação, como o circuito de escolinhas e as competições másteres.

Em compensação, esportes como o polo aquático e o nado sincronizado têm tido sucessivas perdas na administração da atual presidente da FAN. O polo aquático foi praticamente banido de nosso Estado não havendo mais nenhum evento promovido e de responsabilidade da FAN. Enquanto isso, o nado sincronizado é disputado por apenas 02 colégios (um fica com o ouro e o outro, com a prata). Isso sem contar o campeonato estadual de natação para atletas vinculados à federação, cada vez mais desvalorizado.

Em 16 anos de administração da FAN, diversas competições de travessias ou maratonas aquáticas com ofertas de rankings e grandes premiações foram promovidas por entidades como o SESC e a GEO10, tendo em vista que a FAN não tem assumido competições com a mesma finalidade. Isso porque seu quadro de arbitragem estaria restrito a competições de piscina, e a federação não arrisca assumir um evento que dê título de campeão estadual de travessia ou maratona aquática. Inclusive, poderia fomentar futuros nadadores de maratonas aquáticas campeões brasileiros, assim como Pernambuco, Ceará, Amazonas e Bahia são os maiores exemplos do norte-nordeste.

Ao assumir o “novo” mandato, algumas atitudes inéditas foram tomadas por Galega logo no início do ano, como a exclusão de árbitros ausentes em mais de 180 dias sem atuar em competições, a nomeação de um nadador para o Conselho dos Atletas e as nomeações de diversos conselhos técnicos de natação e nado sincronizado. Por um lado, isso demonstra de fato um avanço na administração, ao permitir que conselhos possam apontar melhores rumos para a federação. Por outro, por que não se tomou atitudes como essa nos 04 mandatos anteriores?

Apesar de reconhecer a eleição de Galega em seu 5º mandato, o processo de eleição previsto no Estatuto da FAN continua fiel à forma como foi concebido desde que a FAN foi fundada. Os tempos mudaram, a natação se modernizou, porém continuar com apenas 03 entidades votantes não parece uma eleição tão democrática assim, se contextualizarmos a época em que o Estatuto da FAN foi concebido em comparação aos tempos atuais.

Na década de 1970, havia praticamente os 03 únicos clubes que fundaram a federação e que promoviam a natação. Talvez, estimássemos 20 ou 30 atletas no máximo participando daquelas competições. Hoje tivemos 10 entidades vinculadas à FAN no campeonato estadual de natação em 2016, sem contar as do nado sincronizado, das escolinhas e do máster. Um público estimado em quase 400 atletas de 30 a 40 entidades. Na década de 1970, reinava a ditadura militar, sem previsão de que as eleições de cargos executivos de entidades autárquicas se submetessem aos trâmites legais e democráticos da Constituição aprovada somente em 1988. Ou seja, o Estatuto da FAN, mesmo fiel à sua fundação, precisaria de adaptações para melhor se enquadrar nos trâmites democráticos modernos. Tome-se como exemplo as eleições da maior entidade dos esportes aquáticos no Brasil, a CBDA, em que há representantes votantes das 27 federações, das 05 modalidades aquáticas e dos atletas.

Contudo, essa foi a presidente reeleita pelas 03 entidades reconhecidas pelo Estatuto da FAN. Se a natação vai melhorar ou piorar?! Agora, isso só depende de cada atleta dentro da piscina.

De acordo com a leitura, impressionamo-nos com o fato de que apesar de haver 10 entidades vinculadas à FAN, apenas 3 tem direito a voto, as mesmas 3 únicas entidades que fundaram em 1970 a Federação Estadual! Curiosidade, o primeiro presidente da Federação foi José Guará.

E desafiamos você a encontrar o estatuto atual da Federação do RN em uma dos 3 sites: no Facebook, na CBDA ou no Blogspot

 

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