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Interfederativo Junior 2016 custou R$ 83 mil para 75 atletas

Analisando o balancete financeiro da CBDA de novembro de 2016 você encontra diversos questionamentos: como uma competição nacional onde participaram apenas 75 atletas pode ter custado R$ 82.990,49 à CBDA? Este é o balanço do Campeonato Brasileiros Interfederativo Junior – Troféu Paulo Roberto de Melo, realizado todos os anos na cidade de Anápolis, em Goiás.

A relação de inscritos está aqui e o total de atletas está aqui. Os resultados são esses, assim mesmo, desordenados porque estão por ordem de equipe, não por prova. Outros relatórios podem ser vistos aqui.

Sim, consta ali no relatório de total de “atletas” o número 81, mas 5 “atletas” são na verdade equipes de revezamentos e 1 está inscrito em observação – um atleta do Fluminense que competiu em observação porque a seleção carioca não participou desta edição.

Outras competições com no mínimo o triplo de atletas custaram bem menos, como o Campeonato Brasileiro Juvenil de Verão – Troféu Carlos Campos Sobrinho:

Ou ainda o Campeonato Brasileiro Infantil de Verão – Troféu Maurício Bekenn:

Mas espere aí… Estas duas últimas competições são as mesmas em que os árbitros reclamaram – com razão – de não terem sido pagos. Até hoje. Então essa despesa deveria subir mais um pouco, ou já está contabilizada sem o devido pagamento, mostrando uma maquiagem contábil e uma falsa informação…

E quanto a CBDA gasta com a natação de base? Veja os números…

O objetivo da CBDA não é e nunca foi natação de base.

Os gastos da CBDA não visaram desenvolvimento e melhoria de torneios regionais, apenas despesas-esmolas, medalhas, troféus de qualidade duvidosa, enquanto destinava-se um volume pornográfico para o único fim de medalha olímpica.

E a chapa da situação e seus apoiadores querem manter isso, sendo até incoerente com o que comandam, já que todos os envolvidos são de Federações que necessitam de aporte financeiro da CBDA mas são premiados com medalhas e troféus em suas competições, reafirmando a dependência financeira da Federação Estadual pela Confederação ao invés de ajudar a caminhar pelas próprias pernas, como pouquíssimas conseguiram. Sem ajuda da CBDA.

Ou então parece que existem privilégios exclusivos a poucas pessoas e não a uma entidade como Federação, o que justifica o apoio irrestrito em nome de uma gestão irracional de gastos e ineficiente de recursos.

Não há lógica em nenhuma das duas hipóteses.

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