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Federações sempre foram enganadas e sempre ficaram com as migalhas da CBDA

Na ata da última Assembléia Geral Ordinária Eletiva da CBDA, em 2013, o agora candidato a vice-presidência e então presidente da Federação Aquática de Santa Catarina, Marcelo Amin, pediu a palavra e falou em nome das Federações Aquáticas Estaduais pedindo… dinheiro.

Transcrevendo com comentário:

“O sr. Marcelo Amin falou do carinho que tem pelo Presidente Coaracy, mas solicitou que quando falasse fosse sempre com voz calma com todos e lembrou da parceria que todos tem com a CBDA;”

  • Coaracy Nunes, neste momento da Assembléia, estava com o tom de voz normal que diversas pessoas sabem: alto, aos brados, gesticulando e sempre no ataque;
  • Parceria que todos tem com a CBDA? Que parceria? É uma estrutura onde a Confederação existe formada pelas suas Federações ou é um negócio de uma mão?

“Santa Catarina está falando em nome de todos os Presidentes que não estão satisfeitos com a conversa que houve entre eles e o Presidente Coaracy, afirmando que todas as Federações estão precisando de tudo e pediu ao Coaracy um maior compromisso com todas as Federações”

  • A conversa que houve foi basicamente uma pressão, colocando Coaracy na parede, querendo parte da grande bolada milionária que a CBDA recebe dos Correios

“Com a palavra o Dr. Coaracy Nunes Filho que disse que irá fazer o maior esforço possível para ajudar as Federações, mas não sei hoje qual vai ser essa ajuda;”

  • Todos vimos o maior esforço possível: colocou alguns presidentes de Federação em posições estratégicas na organização dos Jogos Olímpicos, doou equipamentos eletrônicos que constantemente tem problemas e necessitam de suporte técnico, e doa medalhas, troféus de qualidade duvidosa e um notebook

“Vamos atender o problema das medalhas, dos Correios; quanto a ajuda financeira não sei se vou fazer; vou estudar, pois não quero que amanhã digam que prometi uma coisa e não cumpri; tudo que prometi até hoje eu cumpri; os esportes aquáticos cresceram muito, graças ao trabalho da CBDA; trabalhei sem mentir, sem simulação, sem agrado;”

  • Negou ajuda financeira sob a falta justificativa de que não pode prometer o que não pode cumprir
  • De quebra, inicia o discurso demagógico e egocêntrico de que tudo o que existe é por causa dele, presidente da CBDA

“Vou tentar ajudar e gostaria de dizer que qualquer ajuda de 10 mil por mês, vezes 27 Federações representa uma quantia enorme e a CBDA não tem verba pra isso; as Federações têm que reconhecer que a CBDA já faz muito, oferecendo placar, raias, medalhas, etc.., que custa caro;”

  • 10.000 x 27 x 12 = R$ 3.240.000, aqui não há mentira: 3,2 milhões de reais é muito dinheiro, mas assim é 2 milhões gastos em 2 projetos sociais. E também é R$ 46 milhões recebidos em 2 anos.
  • Discurso demagógico e egocêntrico de volta: verbo sempre no tempo passado, fiz, oefereci, comprei, custou…

“Vou pedir ao Governo Federal uma verba para ser aplicada totalmente a favor das Federações”

  • A maior mentira do texto, comprovada pelo próprio Marcelo Amin. Segundo relatos de outros presidentes de Federação, ele e o presidente Coaracy viajaram para Brasília e ouviram uma grande negativa do Ministério dos Esportes/Correios. Coaracy sabia da negativa desde o início da idéia proposta, mas mesmo assim trouxe a ilusão de que estava fazendo uma coisa pelas Federações que tanto preza… pelos seus votos

As Federações, que deveriam ser o braço direito da CBDA, foram novamente enganadas e ficaram com as migalhas. Veja como foi a divisão do bolo de acordo com o último balancete da CBDA em 2016:

Não se animem com os números porque a maioria deles é referente à “doações” de material, como medalhas, papel de escritório e troféus de qualidade duvidosa.

Tirando os montantes descritos em “viagens”, “propaganda e publicidade” e “r transf fed or” (este último são as receitas de taxas de transferência interestadual de atletas), sobrou pouco mais de R$ 300 mil, gastos em 11 meses entre 27 federações estaduais. O que dá pouco mais de mil reais por mês em média para cada federação… E não é dinheiro vivo, é em forma de penduricalhos, equipamentos sem garantia de manutenção ou treinamento, e as benditas medalhas.

Se com R$ 23 milhões por ano, provenientes de uma única fonte de receita, a CBDA “investia” essa quantia em suas Federações, o que dizer agora com 5,7 milhões de reais por ano?

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