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Assembléia Extraordinária será realizada, mas com nova programação

A confirmação veio ontem à noite, dia 27 de março, através da decisão em 2a instância da juíza Simone Gastesi Chevrand, num processo que acumulou 417 páginas: a Assembléia Geral Extraordinária (AGE) marcada irregularmente pela diretoria com prazo expirado está mantida para o dia 29 de março, quarta-feira, no Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro. A justificativa é para manter a continuidade dos trabalhos da CBDA no país e nos estados, o que há lógica, pois os 3 itens da nova programação fazem jus à influência direta na execução de competições, ao passo que aplicar golpe tentando alterar estatuto e regimento interno, além de definir nova data de eleição, não tem.

No entanto, apesar de constar em edital 3 itens que fazem referência a uma eleição (estatuto, regimento interno e data da eleição) e 1 item que não pode ser apreciado em uma Assembléia Extraordinária, apenas Ordinária (aprovação de orçamento), estes itens foram removidos de uma nova programação enviada hoje aos filiados:

Além de confirmar a realização da AGE, a juíza determinou que o trabalho do interventor comece imediatamente e mantém integralmente a decisão de afastamento da diretoria cujo mandato expirou em 9 de março de 2017.

Confira a decisão na íntegra:

A derrota judicial é um balde de água fria para a atual diretoria, a chapa da situação e os apoiadores da atual gestão da CBDA.

A AGE com todos os itens falando sobre mudança de estatuto e de regimento era uma clara tentativa de golpe, mudando regras da eleição para tentar salvar uma certeira impugnação da chapa da situação por inadimplência em prestação de contas de dinheiro público, em caráter definitivo, de ambos os candidatos à presidência e vice-presidência.

Além disso, partiram para o vitimismo emitindo uma carta fabricada e mentirosa clamando por democracia e culpando aqueles que entram com ação judicial para fazer cumprir o que é certo pela morosidade da Confederação, o que novamente transferem o problema que eles mesmos criaram para outros, fingindo que a confusão não foi iniciada por eles, quando o fato é que desde o fatídico dia do “calor humano” a CBDA ficou ainda mais sob vigilância do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União. Mesmo assim tentaram passar por cima da alegada democracia que clamam, e montaram uma Comissão de Atletas escolhida a dedo (e às pressas) sem cumprir o que determina uma lei de 2015.

Resta saber quem é que das 16 Federações que supostamente assinaram a carta fabricada pela própria CBDA estará presente na AGE, já que repudiaram as “tentativas de violação da autonomia administrativa da CBDA”, mas ao mesmo tempo calaram-se quando Coaracy Nunes Filho tomou ações contra a Federação Aquática Paulista e seu então presidente Miguel Cagnoni – hoje candidato da oposição – e tentou por duas vezes processá-lo criminalmente com argumentos de ataque à honra e danos morais de um fato: a CBDA está sendo investigada pelo MPF e o MPF acusou a CBDA, além de apresentar provas, de gestão temerária, fraude em concorrência e superfaturamento.

Estes que concordaram com esta carta mentirosa, podem agora respirarem aliviados para então decidir soberanamente de assuntos que realmente interessam à nação: o calendário, o regimento de taxas e as normas de transferência. Porque todo o resto, não interessava à comunidade aquática, mas sim ao muro de proteção da CBDA, que está na iminência de desabar por sua fundação estar podre e, agora, removida.

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