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CBDA cancela participação no Multinations e não anuncia nada

Em 21 de novembro de 2016, a CBDA publicou o boletim 247/2016 referente aos critérios de convocação para os tradicionais torneios Multinations Junior (para atletas mais velhos, homens entre 1999 e 2000 e mulheres entre 2000 e 2001) e o Multinations Youth (para atletas mais jovens, homens nascidos entre 2001 e 2002 e mulheres entre 2002 e 2003). As competições acontecem simultaneamente na mesma data, 8 e 9 de abril.

É um campeonato europeu que o Brasil participa como convidado desde 1993, pelo menos ao que nós temos de recordação. Para ficar apenas em alguns nomes, Arthur Rocha e Ana Marcela da Cunha já participaram desta competição e inclusive são recordistas até hoje.

E, no apagar das luzes da melancólica e silenciosa despedida da gestão Coaracy Nunes Filho, vemos ao menos 32 atletas prejudicados por incompetência da CBDA.

Confirmamos com as federações organizadoras, Grécia e República Tcheca, que a participação brasileira nos dois campeonatos foram canceladas de última hora.

O silêncio é a alma do negócio para este tipo de situação na CBDA. Alguns pais ligaram e tentaram informações há dois meses atrás, em fevereiro, e a resposta variava entre “não há informações” a “é preciso aguardar a realização da Assembléia Geral”.

De acordo com o boletim, os convocados deveriam confirmar a participação até o dia 30 de janeiro. Ainda de acordo com o boletim, “a participação da Seleção Brasileira de Natação neste evento está condicionada a liberação de recursos oriundos da Lei de Incentivo ao Esporte”. Mas isso foi desmentido no nosso artigo sobre o orçamento da CBDA: no documento, os recursos que eles divulgaram às Federações e ao público em geral constava que o Multinations seria bancado com verba ordinária do patrocínio dos Correios, na ordem de R$ 100 mil para ambas as competições.

  1. Desde novembro de 2016 sabia-se que era preciso ter recursos para o Multinations. Apresentou-se um orçamento para isso e, no silêncio, cancelam a participação.
  2. As justificativas para o cancelamento serão diversas, todas inócuas: falta verba, não deu tempo, conta bloqueada, priorizamos outra competição, calendário só foi aprovado agora, intervenção na CBDA, excesso de ações judiciais. A verdade é que é incompetência mesmo, porque a participação do Multinations era conhecida desde o início do ano anterior, muito antes de qualquer disputa eleitoral.
  3. É a 3a competição internacional que a CBDA cancela participação. Antes disso foi a Liga Mundial de polo e um torneio na França para nado sincronizado.
  4. A forma silenciosa de não dar destaque algum a este cancelamento é para evitar mais um vexame na comunidade aquática, o que naturalmente não passará despercebido. Interessante notar que alguns técnicos e atletas estavam sabendo de informações, digamos, “privilegiadas” sobre o Multinations, sempre abastecidos de informações pela ligação estreita com os responsáveis do departamento de natação, Rômulo Noronha e Ricardo de Moura.
  5. Enquanto “priorizam” o Campeonato Sul-Americano Juvenil – onde atletas da mesma idade participam – gastam dinheiro de patrocínio de uma empresa pública e, quem sabe, até de lei de incentivo com processos jurídicos que visam proteger o seu ex-presidente, sua ex-diretoria e oferecer suporte ao candidato da situação Sérgio Silva. Isso sem contar na Assembléia Geral Extraordinária que disseram que custaria 230 mil reais e que utilizaram-na para enfiar goela abaixo um estatuto e um regimento interno alterado à revelia e desrespeitando decisões judiciais com o único objetivo de permitir que a chapa de candidatura à presidência, que muito provavelmente será impugnada e é apoiada por esta gestão incompetente, mantenha a baderna administrativa-financeira, e agora técnica, desta Confederação de credibilidade cada vez mais deteriorada.

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