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10.220 dias de Coaracy Nunes na CBDA

Reprodução de comentário originalmente publicado no artigo “É criança na água, estúpido!”, no Epichurus. com, no dia 12 de agosto:

 

Se ganhasse, 1, 2, 3 ou mais medalhas, essa opinião mudaria? Quando Ana Marcela e Poliana Okimoto subirem ao pódio nesta segunda, dia 15 de agosto, todo o investimento feito será justificado? Quando o polo aquático estiver na final, graças a alguns milhões gastos em estrangeiros, valerá a pena, apesar de saber que nenhum dos estrangeiros ficará no Brasil depois de agosto?

Um sucesso geral na Olimpíada não acontece durante os 7-8 dias de competição, mas os 1.452 dias antes dele, o ciclo que a CBDA gabou-se de dizer que foi perfeito, nunca faltou nada e todos – técnicos e atletas – tiveram do bom e do melhor.

Foram 10.220 dias de Coaracy Nunes Filho no comando da entidade, 35% deles até Sydney, quando já deveria ter ligado o alerta e lutado pelo aumento do contingente de atletas, criado seleção B, C, e não exaurindo Gustavo Borges e cia ltda em todas e qualquer competição para satisfazer Correios e justificar recebimentos.

Há 1.452 dias falta um líder no comando da natação, que artificialmente vem sendo Ricardo de Moura, enfiado goela abaixo. Será que atletas vão acordar e notar que estão sendo manipulados como troféus para justificar o trabalho de dirigentes, baseado exclusivamente em dotes, mimos e a maior média salarial – ops, “apoio social” – do mundo para nadadores?

Há 1 ano e meio atrás, os críticos batiam palmas de pé para a seleção brasileira “campeã” do mundo no Mundial de Doha, considerando aquele resultado como estratégico para alavancar a seleção olímpica. Veio o Mundial de Kazan, e novamente a realidade bateu à porta: piscina longa é outra modalidade, é outro esporte.

Pessoal, são 27 pessoas que elegem um LÍDER para a CBDA, alguém que tenha uma visão mais profissional do negócio e não alguém viciado pelo funcionalismo público. Não é mudar, é recomeçar, tratar das bases, da missão e da estratégia de longo prazo, é fazer campeonatos brasileiros bem organizados e não sacrificar campeonatos para salvar uma seleção brasileira olímpica. Na hora que deveria haver uma sincronização e ampliação de eventos para pegar a “onda olímpica” vimos uma retração fenomenal. E Ricardo de Moura, a mente por trás desta estratégia, ainda agradeceu a diversos presidentes de federação num Torneio Norte-Nordeste por apoiá-lo dessa decisão!

O vídeo inclusive foi retirado do canal oficial, mas na internet tudo se replica:

Resumo: RECOMEÇA CBDA, tem que zerar, os vícios do coronelismo de Coaracy Nunes estão impregnados nos esportes aquáticos.

A eleição já começou, é Ricardo de Moura versus Miguel Cagnoni. Não dá pra comparar trabalho na Confederação e Federação, mas pergunte aos atletas, árbitros, pais e técnicos como são os campeonatos paulistas. Pergunte como são as seleções de Mococa e Anápolis.

O maior investimento feito é sempre em competições, dar toda a estrutura para o atleta conseguir o melhor resultado. Veja a categoria petiz, infantil, juvenil. Notem que não existe competição para mirim, porque é preciso tratar o lado lúdico de uma criança de 8 a 10 anos, não incentivá-la a ser a melhor, campeã mundial mirim. A CBDA tem hoje um puta produto chamado SELEÇÃO BRASILEIRA, como a CBF.

Esse produto deveria render lucro, aumentar participação no mercado, e ser constantemente reinventado para fixar sua marca e angariar mais “consumidores”. A CBDA hoje só sabe trabalhar com despesas. A receita é dada e para justificar o valor gasto são apresentadas notas ficais e relatórios apenas para os patrocinadores, nunca ao público, atletas ou técnicos.

Antes da Olimpíada, não sei quem percebeu, mas a CBDA começou a maquiar o site oficial sob a frase “Governança e Gestão”. E lá no fim da página, uma piada de Coaracy Nunes: “Ser transparente faz com que nossas parcerias sejam tão duradouras e tragam tantas conquistas para o esporte brasileiro.”

Falando sobre ética, consolidação, transparência, gestor esportivo, popularizar, palavras que foram pouco usadas em 28 anos e que, num ato de desespero, acreditam (Moura e Coaracy) que está tudo bem do jeito que está e que AGORA eles – ou ele, já que Coaracy está fora por condições físicas – vão melhorar, profissionalizar…

Para saber mais, a tragédia foi anunciada antes do início da competição: http://www.mudacbda.com.br/?p=488

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