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Cadê o passado da CBDA? Largado por aí…

Uma ótima reportagem do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, assinada por Márcia Vieira, expôs que troféus em boas condições foram jogados no lixo ou simplesmente abandonados quando a CBDA mudou da sede embaixo da arquibancada do Parque Aquático Julio de Lamare (que aliás, não pagava aluguel), em 2014, para o 7o. andar da Avenida Presidente Vargas. Clique para ampliar:

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José Roberto Lopes Padilha, ex-jogador de futebol e atual secretário de esportes da pequena cidade de Três Rios, é quem denuncia: “Fomos buscar doações de colchões e trampolins da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), no Julio de Lamare, e havia um monte de troféus empilhados no chão, esperando a sorte, sem destino. Como não havia para onde ir, pedi ao motorista para trazê-los para a nossa secretaria, onde os guardamos com carinho. Quem sabe, no futuro, a CBDA tenha espaço para preservar a memória do esporte”.

E continua: “Infelizmente, nem todos dão aos troféus o valor que um atleta dá. Aqui temos uma história no esporte e nosso olhar é um pouco diferente do presidente da confederação. A sucessão de mandatos cria um negligenciamento coletivo que leva a esses erros. Você fica cemanos no cargo e o troféu não significa mais nada do que entulho”, criticou, fazendo referência aos 28 anos em que Coaracy Nunes comanda a CBDA.

E foi difícil pegar estes troféus? Não, segundo José Roberto: “Não pediram para assinar nada e nem detalharam o que estava sendo levado, quando os troféus foram carregados no caminhão. Parece que ficaram felizes por alguém cuidar, já que os troféus não tinham destino. Eles vão saber que estão aqui agora”.

Ficaram FELIZES por alguém cuidar. Por quê diabos não deixaram então com os atletas que foram responsáveis pela conquista????

Um dos troféus foi levantado pela equipe de maratonas aquáticas de 2006, com Luiz Lima, Guilherme Bier, Maria da Penha Cruz e Pâmela Engel.

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Isto não é triste. Isto é irresponsabilidade. Já eram irresponsáveis financeiramente, agora também exibem um troféu (sem trocadilho) de irresponsabilidade com o patrimônio dos esportes aquáticos.

 

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