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Conheça a proposta completa da chapa de oposição

Pronta desde agosto de 2016, o documento de 44 páginas foi entregue estrategicamente a diversas Federações Estaduais, Comitê Olímpico Brasileiro, Correios, Ministério do Esporte, empresas do ramo de equipamentos esportivos e outras personalidades influentes do esporte.

É uma grande visão sobre a missão que a futura diretoria se propõe a fazer.

Obviamente que alguns itens devem sofrer atualizações como a participação mais efetiva do Polo Aquático Brasil, mas o texto dá um nível de detalhamento do trabalho a ser realizado que dificilmente irá encontrar em qualquer outro tipo de proposta em qualquer outra confederação esportiva.

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Detalhes continuam sendo menosprezados na CBDA: divulgação precisa de informação!

O fim de semana dos dias 18 a 21 de maio foram bem agitados pelo país, com 6 torneios regionais da CBDA de categorias (mirim a juvenil), mas uma das competições executadas por uma das federações defensoras do estilo de administração Coaracy Nunes/Ricardo de Moura/Sergio Silva – a Federação Gaúcha de Desportos Aquáticos – mostrou como detalhes pequenos engessam a divulgação de resultados, prêmios e rankings para a mídia especializada (e o que dirá para uma mídia esportiva generalizada).

A Best Swimming é a maior fonte de comunicação da natação brasileira e é mantida pelo gaúcho Alexandre Pussieldi, um dos maiores especialistas em natação competitiva do país e atual comentarista fixo da Sportv.

A reclamação é constante quanto à divulgação de notícias, fotos e resultados de competições e de atletas que precisam de um espaço neste vasto universo da rede mundial para justificar seus treinamentos, suas despesas e seu esforço.

Mas fica oculto e que pouquíssimos sabem é a batalha que é exercida semanalmente, há pelo menos 8 anos, para obtenção de informações corretas, precisas e imediata (ou ao menos com no máximo uma hora de atraso) de toda competição organizada pela CBDA e por algumas Federações Aquáticas Estaduais.

Nem balizamento, nem resultado, nem pontuação, confiando cegamente na apresentação dos resultados gerados dinamicamente no site…
…mas que não gera!

 

No site da Federação Gaúcha, ao menos encontra-se o balizamento…
… #SQN

São resultados que faltam, sites que não contém informações, relatórios tão simples de gerar que não são devidamente postos à público, justificativas toscas como falta de conexão com internet – em pleno ano de 2017, com todos os smartphones habilitados para compartilhamento de conexão – ou “falta de tempo”.

Pussieldi, autoridade no assunto natação competitiva, expôs sua decepção ao ver que a Federação Gaúcha recusou-se a atender um simples pedido de publicação ou envio de resultados completos do Torneio Sul-Brasileiro Infantil e Juvenil (incluindo relatórios muito relevantes para a criação de uma notícia, como melhores índices técnicos, pontuação e troféu eficiência, todos separados pelas respectivas categorias em disputa).

Das 6 competições, somente esta que não existiu notícia publicada no site Best Swimming.

Sobra para algumas pequenas e bravas ações por poucas pessoas na rede social para divulgar os feitos e conquistas:

Redigir uma notícia toma tempo, exige apuração de informações e alguma pesquisa. Mas do jeito que esta competição está apresentada, é preciso trabalhar muito mais do que o normal para obter informações que justifiquem uma matéria.

E, assim, pais que gastaram dinheiro reclamam de falta de divulgação, atletas com ótimos resultados são simplesmente ignorados quando deveriam ser valorizados, noticiados e incentivados a continuar a treinar, clubes ficam dependentes única e exclusivamente de suas próprias assessorias de imprensa (clubes e equipes pequenas que não tem estrutura são prejudicados) e a natação vê uma competição simplesmente somente executada em seu calendário nacional, como se bastasse só isso.

É uma visão medíocre e ultrapassada do evento esportivo. Simplesmente aguarda-se a espontaneidade de assessorias e mídia, sem oferecer qualquer atrativo e, neste caso, nem ao menos informações completas. E reclamam que não há apoio ao esporte.

Porquê é tão difícil fazer coisas tão simples como disponibilizar relatórios completos de uma competição no site da CBDA ou nos sites de algumas Federações Aquáticas Estaduais, ou até mesmo um balizamento? Porquê manter 2, 3 sites ligados à CBDA se não há capacidade de mantê-los atualizados e corretos?

Falta comando.

Sempre faltou.

Falta comprometimento, responsabilidade. Atitudes pró-ativas.

Sempre faltou.

Diversas vezes presenciamos o abandono imediato da pessoa que é responsável pelos resultados na competição, sem preocupação com a checagem dos dados, se estão devidamente publicados e se os próprios resultados estão ao menos corretos.

Na nossa memória, Carlos Genton foi o último profissional da área de informática da CBDA realmente preocupado em disponibilizar informações em tempo real e completas na Confederação. E estamos falando do ano de 2000.

Então vejam que não há problemas só no alto escalão da Confederação, o problema se alastra por toda a cadeia hierárquica da entidade. Não há cobranças, não há senso de responsabilidade por algo que o Brasil e o mundo inteiro pode acessar, e não há correção deste vício que aparece ano após ano, semana após semana.

Em tempo: alguém sabia que aconteceu no Rio de Janeiro, no Parque Aquático Maria Lenk, o 5o. Campeonato Interfederativo de Nado Sincronizado?

Até as 14:30 do dia 22 de maio, nem a CBDA sabia também, apesar de generosamente acolher o candidato-segundo-tampão da situação, Cyro Delgado, além do atual staff da Confederação “paparicá-lo”, e fazê-lo “dar palestra” e premiar numa competição completamente ignorada aos olhos da imprensa brasileira e… daquela que segundo consta em estatuto, promotora do esporte.

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Imoralidade: Candidato à presidência da CBDA ganha bolsa-atleta

O grande fato que passou esta semana foi a divulgação de uma enigmática lista com 3 chapas concorrentes à eleição da CBDA, marcada para o dia 9 de junho próximo.

Enigmática porque dentro do estatuto apenas uma delas está registrada regularmente, atendendo todos os requisitos estatutários, legais, previdenciários e trabalhistas: a chapa Inovação e Transparência, a mesma chapa de oposição à dinastia Coaracy, lançada publicamente em setembro do ano passado, e que mantém-se íntegra passados 9 meses de processo eleitoral.

As outras duas chapas são completamente incompatíveis com seus próprios nomes.

Elas são filhas bastardas nascidas de um parto complicado depois da desistência misteriosa da chapa-tampão da situação formada por Sérgio Silva/Marcelo Amin (não há mistério: os dois nomes que encabeçam a chapa não cumpriam com exigências estatutárias sendo ambos inadimplentes na prestação de contas com as Federações Aquáticas que representavam). Ambas as chapas continuam sendo chapas da situação, aliadas da gestão temerária e prepotente de Coaracy Nunes, Ricardo de Moura e Ricardo Cabral – as personalidades presas em Bangu 8 – que transformou a CBDA na entidade que está mais conhecida nos noticiários policiais do que esportivos.

Vamos começar com a chapa “Novos Rumos“, que de novo não há nada e de rumo está completamente perdida.

É uma chapa que foi criada porque o seu líder, Jefferson Borges, não foi indicado como vice-presidente da nova chapa criada por Sérgio Silva para suprir a sua “desistência”. No seu lugar, foi indicado Ricardo Barbosa, presidente da Federação Aquática da Paraíba. O vice-presidente na chapa é Marcelo Falcão, outro árbitro FINA (que significa que pode atuar como árbitro em competições internacionais como Campeonato Mundial e Jogos Olímpicos), e amigo de longa data de Jefferson.

Marcelo Falcão e Jefferson Borges

Jefferson, presidente da Federação Aquática do Mato Grosso do Sul e árbitro da FINA, também presta serviços à CBDA. A TV CBDA, por exemplo, é um produto da empresa dele, Effectus Assessoria. Além disso, com a demissão sumária de 3 funcionários de longa data do TI da CBDA, aliou-se à empresa Bigmidia (que chegou a ser investigada pelo Ministério Público Federal na operação Águas Claras) e desta forma também presta assessoria à CBDA em sistemas de informática e site.

Ação em rede social durante a transmissão do Troféu José Finkel em setembro de 2016 pela TV CBDA, organizada pela Effectus Assessoria, empresa de Jefferson Borges

 

Daniel Carvalho, proprietário da Bigmidia, Rodolfo Carneiro, funcionário da CBDA, e Jefferson Borges, no Troféu Maria Lenk de 2017

Talvez não saibam, mas o ex-candidato-tampão Sérgio Silva era quase que um funcionário do TI da CBDA, presente em diversos campeonatos brasileiros e regionais, tanto de natação ou águas abertas, operando e gerenciando sistemas. Claro, às custas da CBDA: transporte, hospedagem, alimentação e diárias. Isso tudo quando ainda era presidente da Federação Aquática da Bahia.

Sérgio Silva, em segundo plano. Ao fundo, ex-funcionário demitido sumariamente da CBDA, Carlos

 

Então de “novo” não há nada nesta chapa encabeçada por Jefferson Borges/Marcelo Falcão. Ambos aliás são muito envolvidos com a Comissão Nacional de Arbitragem em Natação – COBRAN – uma comissão criada com a promessa de regularizar a profissão de árbitros na CBDA, mas que acabou sendo um pequeno clube onde define-se quem tem privilégios para viajar pelo Brasil, já que cada campeonato brasileiro exige – por regra da FINA – a participação de dois árbitros FINA. Estatutariamente, a COBRAN não faz parte da CBDA, mas Ricardo de Moura, em 2015, no auge de sua prepotência, comprou a ideia e acabou criando um desnecessário conflito, já que inutilizava a própria diretoria de arbitragem da CBDA.

Ricardo de Moura e Jefferson Borges abraçados no canto direito da foto, tirada no 5o. Encontro Nacional de Árbitros de Natação, um evento-pompa bancado pela CBDA

Já quanto aos “rumos”, a chapa criada nas coxas e às pressas obviamente não tem propostas concretas, apenas “ideias” que naturalmente não é apresentada ao público e sugestões emitidas por Alexandre Pussieldi num artigo publicado no fim do ano passado no site Best Swimming.

Não há rumo. Há a intenção de continuar a mesma imoralidade que guiou a CBDA nas mãos de Coaracy. Como pode um candidato à presidência ser ao mesmo tempo um árbitro internacional, já inclusive indicado pela própria CBDA para atuar no Campeonato Mundial Junior de Natação em Indianapolis, Estados Unidos? Parece-nos um claro conflito de interesses: o presidente abandona suas funções para atuar como árbitro, largando a entidade e a direção da CBDA nas mãos de outro árbitro. Não é o que a Confederação precisa neste momento: ela precisa de 100% de dedicação e comprometimento para sair da lama.

E por falar em imoralidade, chegamos na outra chapa bastarda, o segundo tampão que a gestão atual, apoiada por alguns funcionários e federações estaduais, tenta enfiar goela abaixo da natação brasileira: “Cara Nova“.

Cyro Delgado

Cyro Delgado não é uma unanimidade em se tratando de personalidade esportiva: seu maior feito é o bronze olímpico no revezamento 4×200 livre na Olimpíada de Moscou em 1980, mas assim como diversos outros medalhistas olímpicos, está muito longe de ser prontamente reconhecido nas ruas, e até mesmo dentro da própria comunidade aquática.

O ex-subsecretário de esportes do estado do Rio de Janeiro, escolhido a dedo em 2015 pelo filho de Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral, foi um nome ventilado pela chapa-tampão-falida de Sérgio Silva e Marcelo Amin que acharam que um nome com o escudo “medalhista olímpico” seria ideal para cobrir o rombo de incompetência eleitoral que eles deixaram pra trás.

Ignoram completamente outros medalhistas olímpicos apoiam a chapa da oposição: César Cielo, Gustavo Borges e Poliana Okimoto, só para citar os que se pronunciaram mais recentemente.

Sua carreira como subsecretário foi tímida, ainda mais sob a sombra de problemas do secretário e da prisão do pai, Sérgio Cabral. O filho e Cyro Delgado foram exonerados do cargo em 20 de janeiro de 2017.

Extrato do Diário Oficial do RJ, dia 22 de janeiro de 2017

Não se engane: a chapa “Cara Nova” é uma marionete de Sérgio Silva/Marcelo Amin, que por sua vez defendem o legado de Ricardo de Moura, que da prisão apenas faz apelos por carta por insistir em brigar pela manutenção do poder, e que enfim defende a dinastia Coaracy Nunes Filho.

Como vice-presidente, sobrou para Ricardo Barbosa, deputado licenciado que chegou a bater boca publicamente com Coaracy Nunes anos atrás, e que parece ser um nome escolhido não a dedo, mas por insistência de Sérgio Silva.

Ricardo Barbosa

Não bastasse a chapa ser da situação – como amplamente documentado – e ser a terceira tentativa de manutenção da gestão temerária e prepotente (a primeira foi Ricardo de Moura e a segunda Sérgio Silva), Cyro fazia parte do conselho fiscal da falecida chapa de Sérgio Silva.

Não há nada de “cara nova”.

E muito menos moralidade.

Pois Cyro Delgado, com 56 anos recém-completados em maio, é beneficiário do Bolsa Atleta Nacional, o programa de benefícios do Governo Federal através do Ministério do Esporte, onde atletas recebem pagamentos mensais por constarem entre os 3 melhores do país em suas modalidades.

O nome dele aparece no Diário Oficial da União do dia 24 de fevereiro de 2017, em uma longa lista de 4.203 atletas contemplados com o benefício na categoria Nacional para os próximos 12 meses, graças aos resultados alcançados em 2015.

 

Sim, 2015, não 2016. Em 2016, foi dada a entrada no benefício, e em 22 de julho de 2016 publicou-se a confirmação do benefício para o agora candidato à presidência da CBDA.

 

Cyro aparece como beneficiário da modalidade de Tiro com Arco, e o resultado que parece ter lhe garantido a bolsa foi um 2o. lugar por equipes na classe recurvo masculino. Individualmente, ficou em 17o. lugar.

Com isso, tem direito a R$ 925 mensais.

Mas vejam que há alguns detalhes que devem ser destacados:

  1. Cyro aparece na lista de 22 de julho de 2016 como beneficiário em uma categoria individual principal. Mas seu melhor resultado foi 2o. lugar em uma prova por equipes:
  2. Cyro aparece na lista de 22 de julho de 2016, o que significa que ele pleiteou a Bolsa Atleta ao menos 3 meses antes. Pelas nossas contas e nas contas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, ele cadastrou-se ao Bolsa Atleta quando ainda era subsecretário de esportes do estado. E, de acordo com a lei 10.891/2004, quem analisa os candidatos ao benefício em nome do Ministério do Esporte é o Conselho Nacional de Esporte – CNE, órgão que o próprio Cyro Delgado presidiu em 2009;
  3. Segundo as definições do Bolsa Atleta, “o público beneficiário são atletas de alto rendimento que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade. O programa garante condições mínimas para que se dediquem, com exclusividade e tranquilidade, ao treinamento e competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paraolímpicas”. Suspeitamos que o benefício a Cyro não condiz com os objetivos do programa.

Diante de todos estes fatos, é altamente duvidoso que o nome da “cara nova” proposta por diversos “caras velhas” venha a presidir a CBDA de maneira ética e moral. Se por 925 reais ele utiliza brechas para acessar um programa nacional de benefícios que deve ser restrito a atletas em formação ou já em situação competitiva, o que esperar quando cair – se cair – em seu colo algumas centenas de milhares de reais?

O benefício concedido não é ilegal, e está sujeito a correções quanto à utilização da classificação individual em detrimento do resultado obtido, o que iremos cobrar.

Porém a atitude pessoal tomada conscientemente, decidindo por concorrer a este benefício quando seus resultados, sua idade e seus objetivos claramente não correspondem ao alto rendimento ou ao desenvolvimento do esporte (o Tiro com Arco realiza um Campeonato Brasileiro Adulto por ano), demonstra a tênue linha que este candidato irá traçar entre agir em favor do esporte ou agir em favor pessoal.

De imoralidade, a CBDA abundou por duas décadas.

Que a “cara nova” tome um “novo rumo” e aceite que o futuro é “inovação e transparência”.