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O muro transformou-se numa rede

Escrevemos aqui que a CBDA sempre foi mantida por um muro. Este muro era mantido por pessoas de confiança, pessoas dependentes e federações que apoiavam incondicionalmente a gestão Coaracy Nunes Filho.

Chegou 2016 e com ele o anúncio de que Ricardo de Moura seria o candidato escolhido a dedo por Coaracy Nunes Filho. Miguel Cagnoni (SP) também lançou-se candidato, criou site, expôs a sua proposta e trouxe Luiz Fernando Coelho (PE) como candidato à vice-presidente. Para Moura, o candidato à vice-presidente naturalmente era alguém da turma, e essa pessoa foi Sérgio Silva (BA), quase que um funcionário da CBDA, presente em competições nacionais e regionais, recebendo diárias, passagens, hospedagens e alimentação às custas da CBDA.

Mesmo com pouquíssimas declarações públicas de Moura sobre o que pretendia fazer – continuar o trabalho – veio a Olimpíada, o fatídico depoimento do calor humano e a desistência, “para não prejudicar a entidade”.

Veio a primeira solução tampão: Sérgio Silva será o candidato à presidência enquanto que Marcelo Amin (SC) chegou para ser o candidato à vice.

Os registros foram feitos como manda o estatuto e o regimento interno da assembléia: em 16 de novembro as duas chapas estavam registradas na sede da CBDA.

No fim de novembro, uma ação do MPF afasta os dirigentes da CBDA, Coaracy, Moura, Cabral e Alvarenga. Não dura 10 dias e eles voltam. Mas foi o suficiente para mostrar o quão frágil estava a instituição: começou o terrorismo, ameaça de não execução de competição, pagamentos bloqueados, paralização dos esportes aquáticos brasileiros.

Estava claríssimo neste momento: a CBDA era refém de apenas 4 pessoas e, por consequência, milhares de pessoas, dezenas de federações e centenas de clubes estavam reféns das ações destas pessoas.

A campanha continuou. A oposição questionava as ilegalidades do estatuto que ainda permanecia irregular depois de 2 alterações. Uma delas que não foi realizada acabou adiando a assembléia que elegeria o novo presidente dia 18 de março: a comissão de atletas nunca respeitou a Lei Pelé e Coaracy passava por cima e indicava seus atletas na comissão.

Em paralelo, numa atitude inédita, a Federação Aquática do Rio de Janeiro entra com ação cível pedindo o afastamento imediato de Coaracy e sua diretoria porque o mandato havia encerrado no dia 9 de março de 2017, e ele queria continuar presidente até a realização da eleição.

Enquanto isso, Sérgio Silva e seu grupo tramavam com o auxílio jurídico do advogado da CBDA, Marcelo Franklin, como deveriam mudar o estatuto e regimento para fugirem de um processo que Miguel Cagnoni moveu contra a chapa da situação, que foi registrada irregularmente, com os dois principais nomes da chapa estando inadimplentes com prestação de contas, ambos com dinheiro público.

Com a expulsão de Coaracy – presidente da CBDA sem nunca ter sido eleito – e seu grupo, um interventor, Gustavo Licks, foi nomeado para emergencialmente cumprir o calendário e executar ações que não paralizassem por completo a entidade.

Ainda perdeu tempo numa Assembléia Geral Extraordinária, “convocada pela maioria absoluta das federações filiadas à CBDA”, que terminou sendo um desperdício de dinheiro – já que a CBDA bancou a hospedagem e transporte de diversos dirigentes, além do aluguel do salão do hotel – e tempo porque tentaram alterar o estatuto e o regimento interno, bem como aprovar contas, quando não poderiam fazer isso numa assembléia extraordinária.

Resultado: a juíza Simone Chevrand mandou ignorar o estatuto e suas alterações de 2016 e 2017 e seguir a Lei Pelé para uma eleição marcada para o dia 9 de junho. Incluiu os clubes e definiu peso 1 para todos com direito a voto. De 28 possíveis votos, o eleitorado cresceu para mais de 180.

Até o momento da expulsão de Coaracy, a CBDA bancava generosamente passagens, hospedagem e outros benefícios para as Federações participarem da Assembléia.

Com o interventor, rescisão do contrato do grande patrocinador Correios, iminência da participação do Brasil no Campeonato Sul-Americano e uma solução temporária do Comitê Olímpico Brasileiro para custear o Troféu Maria Lenk e outras pequenas despesas, finalmente a crise que iniciou no fim da Olimpíada atingiu as federações: para a assembléia eletiva do dia 9 de junho é cada um por si, pagando do bolso para participar da eleição. A cotenção de despesas fez uma grande vítima imediata: as seleções de natação do Multinations, atletas de 13 a 18 anos que perderam uma oportunidade de participar pela primeira vez numa seleção brasileira.

Muitos outros acontecimentos apareceram entre setembro de 2016 a abril de 2016, documentados neste site e na nossa página do Facebook. Mas resumidamente foi isso que ocorreu nos últimos 6 meses.

Havia um muro na CBDA.

Sem dinheiro, sem liderança, sem projeto, sem futuro.

O grande muro que alguns gabavam-se em exibir nas redes sociais tornou-se numa rede frágil, suscetível a pequenos ventos e ações. E, sem dinheiro, a manutenção da rede corre sério risco de se romper.

E sem os tijolos, muita coisa foi exposta. E, desesperadamente, tentaram cobrir os problemas pré-2016. Com a desistência da solução-tampão de Coaracy Nunes, Sérgio Silva, buscam outra solução, novamente tampão.

Criada de forma consistente, planejada, a chapa de oposição arrecadou fundos, criou o projeto, articulou com o máximo de federações possíveis e dialogáveis, esteve aberta a técnicos, atletas, clubes e personalidades políticas e empresariais, e ao mesmo tempo agia para fazer prevalecer a lei.

Sem as ações da oposição, não haveria votos de atletas, não haveria votos de clubes, não haveria uma eleição para eleger aqueles capazes de trabalhar com crise e refundar as bases de uma estrutura falida, precária e ultrapassada. Haveria uma eleição para o popular, simplesmente pelo populismo, porque desde novembro de 2016 você nunca ouviu uma declaração pública de Sérgio Silva no comando da chapa da situação.

Corrigindo: até ouviu quando vazou o áudio dele combinando com presidentes de federação como proceder para convocar a assembléia extraordinária

A possibilidade de remover qualquer muro, cerca, rede, fosso de dentro da CBDA passou de alta para muito alta. A vontade existe, a competência está comprovada, o projeto e objetivos são transparentes. Chega de redes, muros e castelos de cartas que estão tentando montar por ego, ganância e dinastia.

Atingida brutalmente pelas pedras que desabaram do muro, a CBDA precisa da oposição, é uma questão racional, de sobrevivência, não mais de picuinhas partidárias ou inimizades geográficas!

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Chapa da situação desiste da eleição. Parece.

Deu no Blog do Coach hoje, dia 15 de maio, 2 dias antes do prazo máximo para registrar as candidaturas para concorrer à eleição da Confederação marcada para o dia 9 de junho:

Candidato da situação desiste de concorrer as eleições da CBDA

Sérgio Luiz Sampaio Lacerda Silva, o Serjão, ex-Presidente da Federação Baiana de Desportos Aquáticos não vai mais concorrer a presidência da CBDA como candidato da situação. Serjão registrou sua chapa em novembro do ano passado tendo como vice o ex-Presidente da Federação Aquática de Santa Catarina, Marcelo Amin.

Serjão é figura bastante identificada com as águas abertas no país e esteve no final de semana acompanhando as seletivas da modalidade para o Mundial em Foz do Iguaçu, no Paraná. A amigos e correligionários, Serjão revelou que a pedido de sua família e por razões de saúde não irá concorrer no pleito marcado para o dia 9 de junho.

Esta é a segunda vez que a chapa de situação sofre mudanças. Anteriormente, o candidato inicial era o supervisor de natação Ricardo de Moura que retirou o seu nome após ter sido arrolado nas acusações do Ministério Público Federal.

Pelas novas regras determinadas pela Juíza Simone Gastesi Chevrand estão abertas o registro de chapas até quarta-feira, dia 17 de maio. Resta saber se teremos uma nova chapa representando a situação contra a já confirmada chapa de oposição com Miguel Cagnoni e Luis Fernando Coelho.

O colégio eleitoral pelas novas regras determinadas pela justiça incluem além das 27 federações estaduais, o conselho dos atletas e mais todos os clubes que participaram dos campeonatos nacionais dos cinco esportes aquáticos do país na temporada passada. Todos os clubes que desejarem ter direito a voto no pleito de 9 de junho devem oficializar sua condição de voto junto a CBDA até o dia 31 de maio.

A notícia que parece bombástica vem depois de outra publicada pela manhã, uma entrevista feita por carta com o ex-superintendente da CBDA, Ricardo de Moura, pelo repórter Demétrio Vecchioli (https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2017/05/15/exclusivo-ex-dirigente-da-cbda-preso-em-bangu-8-se-defende-e-ve-retaliacao-do-mp/). Ao que parece, sempre que Moura se pronuncia, algo grande acontece. Antes da prisão, espalhava por Whatsapp um discurso de inocência quando na verdade era uma vitória de um recurso julgado por uma turma de juízes que havia decidido que a primeira ação movida pelo Ministério Público Federal deveria ser remetida ao Rio de Janeiro.

Adotamos um tom moderado com relação à notícia.

Não parece ser tudo verdade. A ganância não combina com razão.

Alguns nomes são jogados ao vento como solução para a continuação do legado de Coaracy. Sim, continuação porque todos os nomes estavam envolvidos diretamente com o ex-presidente preso e com Moura.

Ou seja, além de oportunismo barato, é mais uma solução-tampão de um projeto de poder que distribuía privilégios, gastava-se demais, retornava-se de menos e colocavam as Federações, atletas, técnicos e clubes altamente dependentes de uma cúpula que, como comprovado, geriram muito mal (muito) dinheiro público.

Enquanto isso, a chapa de oposição continua firme, limpa, transparente, cumprindo as regras do jogo.

Uma estabilidade que a entidade precisa.

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Lista de clubes é atualizada e exigências são demandadas

Após uma campanha na mídia e algumas ligações ao interventor da CBDA, Gustavo Licks, eis que um novo edital será publicado amanhã no Diário Oficial da União. A lista agora foi brutalmente reduzida para 128 nomes:

A lista é finalmente corrigida, mas ainda constam alguns “clubes” duvidosos:

MEDLEY/CSSG, 4 ESTILOS/SEME/MARACAJU, A. JARAGUAENSE DE INCENTIV. DA NAT. COMPETITIVA, ABRASSO, ADEFAL, AEROCLUBE DO RIO GRANDE DO NORTE, ASBAC/AQUANAII, ASS ATL BANCO DO BRASIL-RECIFE, ASS ATL SANTA MARIA,ASS BRASILEIRA A HEBRAICA DE SAO PAULO, ASS CULTURAL ESPORTIVA BRASKEM,ASS DESPORTIVA CENTRO OLIMPICO, ASS DOC ESC SUP ED FISICA,ASS ESP MOCOQUENSE, ASS PAIS AMIGOS NA NAT PRES PRUDENTE, ASS PAIS AMIGOS NATACAO SAO CARLOS, ASS PAIS ATLETAS NATACAO ITUANA, ASS. ESPORT. REC. USIPA – MG, ASSOC. DE PAIS E AMIGOS DA NAT. DE PONTA GROSSA, ASSOCIAÇÃO AQUÁTICA AMAZONAS, ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BANCO DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO ATLETICA BEMGE, ASSOCIACAO ATLETICA BOTUCATUENSE, ASSOCIAÇÃO BAURUENSE DE DESPORTOS AQUÁTICOS, ASSOCIAÇÃO DE NADADORES DO INTERIOR, ASSOCIAÇÃO DE NATAÇÃO AMERICANENSE, ASSOCIAÇÃO DE NATAÇÃO AQUÁTICA MARINHO, ASSOCIACAO DE PAIS E AMIGOS DA NATACAO DE INDAIAL, ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA CONTEMPORÂNEO, ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA E CULTURAL COELBA, ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA GREGOR MENDEL, ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA INDAIATUBANA, ASSOCIAÇÃO DOS ESPORTISTAS DE VALINHOS – AEV, ASSOCIACAO EDUCATIVA EVANGELICA, ASSOCIACAO ESPORTIVA SAO JOSE, ASSOCIAÇÃO GAMA PERFORMANCE ESPORTIVA, ASSOCIAÇÃO JOINVILENSE DE NATAÇÃO, ASSOCIAÇÃO MASTER DE NATAÇÃO DE FOZ DO IGUACU, ASSOCIACAO PENEIRA OLIMPICA DE ESPORTES, ASSOCIAÇÃO SALTO PARA O FUTURO, ASSOCIACAO SANTA CECILIA DE ESPORTES, ASSOCIAÇÃO SERRANA DE DESPORTOS AQUÁTICOS, ASSOCIAÇÃO SUZANENSE DE ESPORTES AQUATICOS, ASSOCIAÇÃO TALENTOS DA NATAÇÃO, ASSOCIAÇÃO TUBARONENSE DE NATAÇÃO, ASSOCIASSÃO DE PAIS E AMIGOS DA NATAÇÃO DO TO BNB CLUBE DE FORTALEZA, BOTAFOGO FUTEBOL E REGATAS, CAIXEIROS VIAJANTES, CENTRO DE EDUCACAO INTEGRADA, CENTRO DE INTEGRAÇÃO SOCIAL, CENTRO INTEGRADO DE TREINAMENTO AQUATICO, CIEF/VILA PARAHYBA, CL DE REGATAS FLAMENGO, CL ESC COLEGIO DOM BOSCO, CL INTERNACIONAL DE REGATAS, CL ITALO BRASILEIRO ES, CL LIBANES – ES, CL NAT REG ALVARES CABRAL, CL REG GUANABARA CL SEMANAL CULT ARTISTICA, CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA, CLUBE AMAZONENSE DE POLO AQUÁTICO, CLUBE ATHLETICO PAULISTANO, CLUBE ATLETICO JUVENTUS, CLUBE ATLETICO SOROCABANA DE MAIRINQUE, CLUBE BOM PASTOR, CLUBE CACA E TIRO 1º DE JULHO/ASENA-FME, CLUBE CURITIBANO, CLUBE DE CAMPO DE PIRACICABA, CLUBE DE REGATAS TUMIARU, CLUBE DO REMO, CLUBE DOS EMPREGADOS DA PETROBRÁS, CLUBE DOS MÉDICOS DA BAHIA, CLUBE DOS SUBTENENTES E SARGENTOS DO II EXÉRCITO, CLUBE DOZE DE AGOSTO,CLUBE ESPERIA CLUBE ESPORTIVO CENTRO ED. DE PESQUISAS APLICADAS, CLUBE ESPORTIVO NEVES CLUBE NAUTICO MOGIANO, CLUBE PAINEIRAS DO MORUMBY, COMP. ESP. ESCOLA DOMÉSTICA E HENRIQUE CASTRICIANO, COMPLEXO AQUÁTICO / ANADO, COSTA VERDE TENIS CLUBE, ESPORTE CLUBE CABO BRANCO/ACQUA R1, ESPORTE CLUBE LL GLADIADORES, ESPORTE CLUBE PINHEIROS, FLUMINENSE FOOTBALL CLUB, FUNDAÇÃO DE ROTARIANOS DE SÃO CAETANO DO SUL, GFSWIM CLUBE NAUTICO CAPIBARIBE, GRÊMIO ESPORTIVO MARISTA(G.E.M.A.)-PB, GRÊMIO ESPORTIVO SANTO ANDRÉ, GREMIO NAUTICO UNIAO, GREMIO RECR. ESC. DE SAMBA ACADEMICOS DO SALGUEIRO GREMIO UNIAO SANROQUENSE, GUARANI FUTEBOL CLUBE, IATE CLUBE DE BRASÍLIA IATE CLUBE DE LONDRINA, IATE CLUBE PAJUSSARA, IDEAL CLUBE, INSTITUTO PRÓ- BRASIL, LIRA TENIS CLUBE, MACKENZIE ESPORTE CLUBE, MARANHAO ATLETICO CLUBE MARINA BARRA CLUBE, MINAS TENIS CLUBE, MISSÃO NADAR MACEIO, NAUTICO ATLETICO CEARENSE, NIKITA NATAÇÃO – CLUBE PORTUGUES DO RECIFE, OLARIA ATLETICO CLUBE, OLIMPICO CLUBE, ORGANIZAÇÃO SOCIAL JUNDIAÍ DE ESPORTES, PICAPAU COUNTRY CLUB, RIO PRETO AC/SMEL, SANTA MONICA CLUBE DE CAMPO,SAO BENTO CLUBE DE NATACAO, SERVICO SOCIAL DA INDUSTRIA SP, SERVICO SOCIAL DA INDUSTRIA-RO, SERVIÇO SOCIAL DO TRANSPOTE, SESC OLIMPICO/DF, SESI ESPORTE MG SESI PARAÍBA , SESI/DF, SESI/GOIAS, SESI/MT, SOC ESP RECREATIVA CULTURAL SANTA MARIA, SOCIEDADE ESPORTIVA SANJOANENSE, SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA SPORT CLUB DO RECIFE, SPORT CLUB JUIZ DE FORA, TENIS CLUBE DE CAMPINAS, TIJUCA TENIS CLUBE, YACHT CLUBE DA BAHIA.

Para evitar que clubes fiquem de fora, a CBDA dá prazo até 30 de maio para que os clubes listados e não listados apresentem o CNPJ, Estatuto, Ata de Eleição e o “comprovante de regularidade cadastral junto à respectiva Federação”.

Por quê já não fizeram isso na primeira publicação?